Um artigo produzido por juízes auxiliares do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o uso de inteligência artificial (IA) na produção e na avaliação de provas judiciais foi compartilhado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) durante um workshop que reuniu mais de 40 magistrados das Américas, entre 10 e 12 de agosto de 2026, em Washington, D.C.
Intitulado “O juiz como gatekeeper: prova produzida por IA e a agenda da OEA para as Américas”, o texto havia sido publicado pelo Consultor Jurídico (Conjur) em 8 de agosto. Ele aborda os critérios que permitem aos magistrados avaliar a autenticidade, a confiabilidade e a admissibilidade de conteúdos gerados ou alterados por IA.
Diante da facilidade de manipular recursos visuais, sonoros e textuais, os autores enfatizam a importância de auditar não apenas o resultado da prova, mas também o processo e as condições em que ela foi construída.
Segundo um dos autores, responsável pela Escola Nacional do Judiciário (Enaju), o compartilhamento insere a contribuição brasileira no debate internacional e amplia a agenda de pesquisa da Escola sobre inteligência artificial, transformação digital e evidências.
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Fonte: CNJ (Conselho Nacional de Justiça) — Agência CNJ de Notícias